Sexo também esta ligado a saúde

O simples toque de um casal apaixonado provoca uma série de benefícios orgânicos. Durante o ato de fazer amor, acontecem alterações que têm seus efeitos prolongados sobre o organismo. Só é preciso ‘entrar no clima’ para que esses benefícios ocorram e atuem em nosso corpo”.

De fato, cientistas já provaram que nosso corpo passa por mudanças fisiológicas quando temos relação sexual. “Uma pessoa apaixonada tem seu corpo invadido por várias substâncias, e quando duas pessoas se beijam, por exemplo, ocorre uma troca de substâncias que estimula modificações corporais, como a fenietilamina, que está ligada a sensações de amor, a dopamina, que tem relação com a emoção amorosa, e a endorfina, associada ao prazer”, diz Arlete , psicóloga e terapeuta sexual do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (ISEXP). Durante o orgasmo, o corpo também produz oxitocina, um hormônio ligado a diversos efeitos positivos, tanto físicos quanto psicológicos.

A psicóloga Margareth, terapeuta sexual do Instituto, levanta a bandeira do valor que o sexo tem no nosso dia-a-dia quando feito de uma forma saudável: “A atividade sexual segura e prazerosa é tão importante que foi considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um dos quatro parâmetros para definir a qualidade de vida das pessoas”, destaca.

5 benefícios para a saúde relacionado ao sexo

1. Ajuda a emagrecer e exercita os músculos. Trinta minutos de sexo intenso queima pelo menos 85 calorias. Acha pouco? Pois saiba que o efeito é cumulativo. Isto significa que fazer 45 sessões de meia hora – ou seja, se você fizer pouco menos de uma hora de sexo por semana em um mês – podem queimar mais de 3.825 calorias, o suficiente para perder mais de meio quilo! O “exercício” pode ser comparado à prática de esportes como natação ou mesmo correr alguns metros por dia. E, convenhamos, é mais agradável que ir à academia. “O sexo regular tonifica a musculatura”, atesta Margareth.

2. Faz bem ao coração. E não estamos falando apenas da paixão, que se fortalece ainda mais com uma boa noite de amor. O sexo é uma exercício para a musculatura cardíaca também. “Durante a excitação, os batimentos cardíacos podem subir a mais de 180 bpm”, lembra a sexóloga Valéria.

3. Aumenta a auto-estima e ajuda a combater a depressão. Para começar, quem é que não gosta de se sentir desejada e atraente? “A pessoa que seduz ou é seduzida se sente bem consigo mesma. O ato sexual como um todo tem uma dinâmica que favorece a procura pelo bem-estar. A disposição e o pique para atividades do dia-a-dia também aumentam”, afirma Margareth. Cientistas garantem que a relação sexual, quando satisfatória, melhora a percepção da própria imagem corporal, além de reduzir a ansiedade e a incidência de problemas psiquiátricos, depressão e suicídio. “Ela dá condições para que a pessoa comece a olhar para si e gostar de viver essas e outras possibilidades de prazer, contribuindo para a melhora da auto-estima e até de estados depressivos”, reforça a psicóloga. É preciso estar atento ao auto-estima masculino principalmente quando se trata do pênis, muitos homens tem auto-estima baixo devido a tamanho pequeno do pênis. Hoje em dia, há maneiras fáceis de aumentar o pênis e até mesmo engrossar o órgão masculino.

4. Desenvolve o vínculo com o parceiro. Na hora do prazer, há uma grande produção de oxitocina, considerado o “hormônio do amor”, no hipotálamo e sua liberação pela hipófise. Valéria Walfrido destaca justamente a função da oxitocina: “Este é um hormônio ligado à sensação de segurança e à formação de elos, que faz com que a mulher se entregue e se abra mais”, diz. Margareth dos Reis complementa: “A troca de momentos afetivos contribui cada vez mais para que os vínculos entre o casal se fortaleçam”.

5. Melhora a qualidade do sono. O sexo é relaxante e pode ser um aliado contra episódios de insônia. Isso porque, após o orgasmo, ocorre a liberação da oxitocina, que é um sedativo natural e ajuda a adormecer. “A descarga de tensão após o clímax leva ao relaxamento. O sono fica melhor e nos sentimos mais leves enquanto dormimos”, explica a terapeuta.